domingo, 2 de fevereiro de 2014














laura makabresku



Alguma coisa onde tu parada
fosses depois das lágrimas uma ilha,
e eu chegasse para dizer-te adeus
de repente na curva duma estrada

alguma coisa onde a tua mão
escrevesse cartas para chover
e eu partisse a fumar
e o fumo fosse para se ler

alguma coisa onde tu ao norte
beijasses nos olhos os navios
e eu rasgasse o teu retrato
para vê-lo passar na direcção dos rios

alguma coisa onde tu corresses
numa rua com portas para o mar
e eu morresse
para ouvir-te sonhar

antónio josé forte







insisto no teu nome como se os outros nomes não tivessem vida. só o teu - um dia disse aos homens que o mundo era um corpo sem nome. se assim fosse nenhum nome seria teu. nenhum mundo meu. nenhuma vida - de braço dado ao peito. sei do coração. como um espaço vazio onde guardamos memórias que nos fazem felizes - quando for grande quero ser um barco. uma ilha. um nenúfar. um nome - como se te dissesse calmamente que nos esperam dias melhores e partir.














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